Territórios – UNEP-MCTI PPG Plastic Reboot – Territórios

Territórios – UNEP-MCTI PPG Plastic Reboot – Territórios

Cliente: Plastic Reboot Brasil Duração: 5 Anos Localidade: Nacional
ODS 11ODS 12

Resumo

Antes de desenhar soluções para a poluição plástica, é preciso escutar os territórios. Mas escutar, por si só, não basta: é necessário transformar percepções em dados, dados em estratégia e estratégia em ação.

No âmbito do Plastic Reboot Brasil, iniciativa conectada à agenda de redução da poluição plástica em cidades costeiras brasileiras, a Katalisar conduziu uma jornada de escuta, diagnóstico territorial e construção coletiva em diferentes regiões do país.

Foram realizados workshops presenciais em Belém, Salvador, Rio de Janeiro, Florianópolis e Baixada Santista, além de um webinar nacional, reunindo representantes do poder público, academia, setor privado, sociedade civil organizada, cadeia de valor do plástico e setor HoReCa — hotéis, restaurantes, bares, cafés e serviços de alimentação.

A atuação da Katalisar contribuiu para organizar diferentes perspectivas territoriais, identificar gargalos sistêmicos e apoiar a construção de insumos estratégicos para um plano de cinco anos voltado à redução da poluição plástica em cidades costeiras brasileiras.

Solução / Plano de ação

A poluição plástica é um desafio sistêmico. Ela envolve produção, consumo, descarte, infraestrutura, logística, regulação, comportamento, mercado, governança e corresponsabilidade entre diferentes atores.

Em cidades costeiras, esse desafio ganha ainda mais complexidade. O consumo fora do lar, a dinâmica turística, a presença do setor HoReCa, as limitações de infraestrutura e a relação direta com ambientes marinhos tornam essencial uma leitura territorial mais precisa.

Nesse contexto, soluções genéricas tendem a ter baixa aderência. Para que uma estratégia de redução da poluição plástica seja viável, é preciso compreender como o problema se manifesta em cada território, quais atores influenciam a cadeia e quais caminhos possuem maior potencial de implementação.

Entregas-chave

  • condução de workshops territoriais em cinco regiões costeiras brasileiras;
  • facilitação de diálogos multissetoriais;
  • ampliação da participação por meio de webinar nacional;
  • sistematização de percepções e desafios territoriais;
  • mapeamento de gargalos relacionados à poluição plástica;
  • identificação de temas críticos para redução de plásticos de uso único;
  • integração de perspectivas do poder público, setor privado, academia, sociedade civil, cadeia de valor do plástico e setor HoReCa;
  • geração de insumos estratégicos para a construção de um plano de cinco anos.

Detalhamento

 

 

Observações

O desafio era estruturar uma escuta qualificada em diferentes territórios costeiros brasileiros, garantindo que as contribuições de múltiplos setores fossem organizadas de forma útil para a tomada de decisão.

A agenda precisava ir além da sensibilização. Era necessário criar um processo capaz de mapear percepções, identificar gargalos, reconhecer oportunidades e transformar a participação social em insumos estratégicos para a construção de soluções de médio e longo prazo.

Como a Katalisar atuou

A Katalisar conduziu uma agenda de workshops territoriais e facilitação multissetorial, combinando metodologias próprias de diagnóstico territorial, análise de circularidade e construção coletiva.

Os encontros foram realizados em:

  • Belém, Pará;
  • Salvador, Bahia;
  • Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
  • Florianópolis, Santa Catarina;
  • Baixada Santista, São Paulo.

Além dos encontros presenciais, o processo contou com um webinar nacional, ampliando a participação de atores de diferentes regiões e setores.

Durante a jornada, a Katalisar apoiou a organização das discussões, a sistematização das contribuições e a leitura estratégica dos principais desafios associados à redução da poluição plástica.

Temas mapeados

Os workshops territoriais abordaram desafios relacionados a:

  • consumo de plásticos de uso único;
  • logística e infraestrutura;
  • alternativas de substituição;
  • comportamento de consumo;
  • regulação;
  • mercado;
  • governança;
  • práticas operacionais de setores conectados ao consumo fora do lar;
  • articulação entre poder público, setor privado, sociedade civil e cadeia de reciclagem.

A presença do setor HoReCa foi especialmente relevante por sua conexão direta com o consumo fora do lar, a geração de embalagens e itens descartáveis, a experiência do consumidor e as possibilidades de substituição, reuso e redução na fonte.

Diferencial da abordagem

Em um tema tão sistêmico, a tecnologia não está apenas nas ferramentas digitais. Ela também está na forma de organizar informações, conectar atores, identificar gargalos e apoiar decisões coletivas.

O papel da Katalisar foi estruturar uma escuta qualificada para que diferentes perspectivas pudessem se transformar em caminhos viáveis de implementação.

Essa atuação se conecta à experiência da Katalisar em projetos de economia circular que exigem articulação entre setores, leitura territorial, organização de dados e construção de estratégias aplicáveis.